Os rumos para BH - viagem do dia 21 de dezembro de 2020

Parada em Paraopeba (MG)
As viagens para Januária e para Diamantina tinham um propósito: a preparação do corpo e o ganho de alguma experiência para, enfim, ir até BH de moto. Era um sonho antigo e a viagem traria também a experiência de grandes rodovias, algo sentido só nos pequenos trechos entre Montes Claros e Bocaiúva, na viagem de Diamantina.

Fiquei os primeiros dias de dezembro me preparando para essa viagem. Troquei os pneus, comprei um bom equipamento de segurança, fiz uma revisão na moto (mesmo depois da revisão fina que fiz logo que a moto chegou). 

Tudo pronto, fiz uma planilha de viagem, estudei a estrada, repassei os pontos. A primeira viagem de moto redobra cuidados porque, mesmo tendo trabalhado viajando há muitos anos, tendo rodado muitas estradas como passageiro, dirigir na estrada é muito diferente. 

A primeira viagem longa de moto é mortífera. Primeiro porque o pico de adrenalina é muito alto. A cabeça gira muito acelerada e a vontade de correr muito asfalto acaba ofuscando a atenção e o cuidado. Depois porque o corpo não faz ideia do que vai encontrar. E eu cheguei em BH um pedaço do que sou de tão cansado. 

Fiz a viagem em duas etapas. Uma até Curvelo, onde pernoitei e, por pressa de chegar, atravessei uma lombada eletrônica um pouco acima da velocidade (e que levei, por isso, uma multa da qual estou recorrendo). A segunda de Curvelo até BH, passando por Sete Lagoas e Matozinhos, aproveitando para visitar um amigo. 

Praça do Papa - BH (MG)

De todas as partes de se viajar até BH, além dos clichês de todas as viagens, marcantes mesmo foram dois episódios que se deram já em BH. O primeiro deles foi pilotar na cidade, subir a Afonso Pena. Nunca pensei que, sendo de BH, pudesse um dia vir a pilotar uma moto na minha cidade. Tem isso lá uma baita força. A moto de frente para a Avenida que mais acho bonita no mundo, ali diante de mim, para seguir o caminho até a casa onde cresci. A segunda foi a descoberta de uma outra moto, a experiência de andar numa Royal Enfield. 

Casa Elefante - Cordisburgo (MG)

A volta de BH para Montes Claros também foi em duas etapas. Parei em Curvelo e segui por outro caminho até a cidade, passando por Cordisburgo, cidade de Guimarães Rosa. É curioso ver que na cidade de um dos maiores escritores brasileiros o que mais chame a atenção seja uma casa em formato de elefante.  Além dessa bizarrice, têm-se outras, como dinossauros em tamanho bem menor pelo caminho. 

Depois, acabei de seguir até Montes Claros, mas sabendo ser aquela a última viagem minha e de Chérie. Na voltinha que disse fazer com a Royal Enfield em BH, no dia 26 de dezembro, permiti a mim a realização de muitos sonhos e comprei, depois de uma semana pensando, a Lôra, apelido de Loyra della Fine, minha Interceptor 650. 



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